Abismo

O mar amarelo na parede
perfurado pela cúpula escura
do crepúsculo atrasado
no horário de verão

A sombra corta o rosto
dos olhos hipnotizados
Coringas âmbar
invadem minha paisagem

Quero abraçar o mundo
e ser penetrada por ele
até que essa sensação de vômito
entre em comunhão com o Sol

Deus arranca minhas roupas
e devora meu corpo
a noite desfalece
feito minhas mãos

E eu sou a Grande mãe
recebendo seus filhos
do alto deste observatório
o cigarro é minha tocha
o banco meu altar
seus olhares me consagram
estou grávida do universo!

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